[Soneto] “Do pouco que aprendi com Manuel Bandeira e James Dean”

Existe no meu peito uma revolução

Que pode chorar, gritar, morrer e viver

Em brigas que eles, velhos, tentam esquecer

Levo comigo os sonhos de uma geração

 

Sem dor, confesso que não existe razão

Sempre amo, e sofro quando não devo sofrer

Mas há mais de mil pessoas para conhecer

E logo volto a amar, já com toda emoção

 

Em toda noite há uma vida, e na vida um fim

Então vivamos o agora, não só a partida

Da juventude que parecia imortal

 

Veja que tudo fora da lei é legal

Não acredite que eu tenho medo da vida

Acredite que a vida tem medo de mim.