Recolonizando o Brasil

Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 - Oscar Pereira da Silva

Quem disse que o sonho do Brasil duraria tanto?

Está aí para que qualquer um Veja!

No bojo do califado do plenipotenciário Sérgio Moro, o país se prostra.

Os projetos desenvolvimentistas nacionais param para uma delaçãozinha rápida no pit stop da Chevron: posto com serviço completo, de lava-jato a polimento.

O petróleo ERA nosso! O tucanismo entreguista no Senado vende até a mãe.

Uma taxa básica de juros cruel que atende à Bolsa Família dos ricos, os donos da dívida pública – aquele tal de superávit financiando o “Minha Casa, Minha Vida” em Miami.

Um falacioso “ajuste fiscal” que só justifica o aumento do desemprego. Cortes de gasto: gostos de corte – quem já não estava com saudade do antigo exército social de reserva?

O que é um Ministério da Fazenda diante dos relatórios das agências de risco internacionais?

O mercado educacional seria a solução? Um diplominha barato nos espera a cada esquina – ou mesmo uma vaga de efetivo estatutário no cadastro de reserva de um concurso fictício.

E o Partido da Imprensa Golpista então? O que dizer de quem fabrica o consenso a custo de tarjas pretas?

Sem falar na programação neurolinguística da crise: três doses matinais, seis vespertinas e doze noturnas – a crise cresce na boca dos jornais em ritmo de progressão geométrica!

Um Congresso progressista e republicano ao fundo da bandeira da imprensa, para dar a tônica da paisagem impeachmentista.

E tudo se torna mais belo ao som da Ópera das Panelas regida pelas socialites limpinhas e cheirosinhas, plastificadas da boca à vagina com botox importado.

Mas é muito maior essa epopeia em terras tupiniquins!

Assim, segue o Brasil a atravessar o rubicão da sua história nadando pelo caminho oposto.