“Faça boa arte”, ou como as atribulações da vida podem te tornar um artista melhor

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Na maior parte do tempo, gosto de achar que o mais correto é separar o autor de suas obras. É uma discussão ampla, a qual não pretendo fechar nesse simples post, mas é essa minha opção. Gosto de pensar que o que o autor pensa ou faz da vida não tem tanta relevância quanto o que ele quis imprimir em sua arte, qualquer que seja ela – literatura, música, filmes etc.

Por isso, é uma grata surpresa quando vejo escritores, músicos, atores ou diretores que também são boas pessoas, ou que, de modo geral, fazem mais coisas boas além da arte pela qual eu os conheci.

Conheci o discurso “Make good art” [Faça boa arte], no Neil Gaiman, mais ou menos na época em que ele aconteceu, em 2012. À época, eu já era admiradora de Gaiman enquanto escritor. Depois do discurso, passei a observá-lo enquanto pessoa – garanto a vocês, também pessoalmente ele é ótimo.

“Make good art” foi um discurso proferido pelo escritor em 2012, para uma turma de graduandos em Arte na Filadélfia. O autor aborda um pouco da própria trajetória enquanto escritor, principalmente os próprios fracassos, e encoraja os formandos a escolherem um caminho e não desistirem dele, bem como a se voltarem para a produção da arte quando a vida pessoal se conturbar.

Deixo aqui o vídeo do discurso. É em inglês, mas o próprio YouTube disponibiliza legendas. Se você já conhece a palestra, assista de novo, vale a pena – especialmente se você dedica seu tempo a qualquer expressão artística.