“Não basta orar! É preciso AÇÃO.”

Autor desconhecido

Não basta orar! É preciso AÇÃO.

Não basta denunciar o crime cometido pela Vale. É preciso mudar.

Não basta cobrar do Estado. É preciso equacionar.

Essa reflexão se divide em três eixos.

Primeiro endereço às Igrejas Evangélicas, e sobretudo as pastores que estão à frente dos grandes ministérios (Universal, Mundial, Malafaia, etc.). As Igrejas precisam parar de olhar seu próprio umbigo, seus interesses, e praticar orAÇÃO. Orar e agir. Os grandes líderes, que até o momento apascentavam o próprio ventre, devem olhar para as ovelhas atoladas no lamaçal e mobilizar seus fiéis para salvar e cuidar dessas vidas. Caso não façam isso, não poderão reclamar das acusações de interesseiras e gananciosas e acabarem sendo rejeitadas pelo Pai.

Segundo aos questionamentos da encoberta promovida pela mídia, e Vale. O Brasil é um país governado por interesses exclusivos, desde a casa grande, o interesse do endinheirado prevalece, em detrimento ao povo. Não adianta os fluidos internautas, coxinhas ou não, ficarem espantados com a parcialidade da grande mídia. Elas são financiadas por capitais estrangeiros e nacionais que blindam os reais algozes de nossa sociedade. Vejam os lucros exorbitantes dos bancos, e o silêncio da mídia quanto à alta dos juros. A culpa é da Dilma, pois se deixou levar e financiar pelos bancários. Mas a culpa é nossa por não atacar e acusar os reais malfeitores. No caso do desastre mineiro, a Vale é uma empresa assassina, mutilou o ecossistema do Rio Doce e devastou a esperança dos que vivem na região.

Em terceiro, relacionando com o anterior, o Estado deve lapidar o patrimônio da Vale para reconstruir a região do Rio Doce. Com multas exorbitantes, superiores à ganância dos executivos do minério. Aumento exponencial dos royalties sobre a exploração de minério. E nós devemos parar de mimimi contra o PT e ensacar todos os políticos financiados por esses capitais que devoram as nossas vidas. Orem, protestem, exijam nossos deveres, mas para os reais culpados: Vale e Samarco. Se não for assim, não basta reclamar da parcialidade da Globo.

PS: indico a cobertura feita pelo jornal Estado de Minas, verdadeiro jornalismo.

[texto de Raul Sardinha]