A escola brasileira não educa, e o pior é que todos sabem disso.

Foto de Alberto Alerigi

Um lugar onde você não quer estar, mas é obrigado por ordem de um sistema. Uma instituição autoritária, cheia de regras, onde o indivíduo tem a liberdade privada de si mesmo e não possui espaço para dar suas opiniões nas decisões tomadas. A partir dessas palavras, eu poderia definir uma prisão, mas na realidade, estou falando das escolas.

Ela é assegurada pela Constituição, é um direito social de todo brasileiro, e ainda por cima é um dos principais assuntos quando estamos em época de eleições. Mas a verdade é que as escolas nesse país não cumprem e nunca cumpriram o seu papel de educar e formar cidadãos.

Investimos 12 anos no colégio para sairmos sem nenhum conhecimento útil para a vida. Não aprendemos a cozinhar, a consertar um carro, a cuidar de um filho e muito menos as leis que regem o nosso país. Somos obrigados apenas a decorar o que é considerado pelo MEC como conhecimento “universal” e “básico” para, então, passarmos de ano. Ano após ano, sem aprender nada.

O pior de tudo é que, se houvesse uma pesquisa com o povo brasileiro, a grande maioria concordaria com o enorme limbo educacional que nos encontramos. Então por que continuamos estagnados nesse ensino pífio?

De fato há algumas pessoas por trás disso tudo. É muito interessante manter a população inculta e ignorante, para dessa forma angariar mais e mais votos e perpetuar a manipulação da massa no nosso país. Entretanto, raramente vemos alguém se levantar contra o sistema educacional, inclusive corpos estudantis. A sociedade em si não vê como necessidade urgente mudar a forma de ensino e continuam com os discursos: “Primeiro temos que acabar com a corrupção em Brasília”, “Primeiro temos que acabar com a pobreza”, “Primeiro temos que criar mais escolas”. Mal sabem eles que o primeiro passo para isso tudo, é uma nova pedagogia.

Se um filho reclama para um pai sobre a forma do colégio ensinar e diz que não deseja mais concluir o ensino médio por não ver necessidade e prazer nos estudos o pai logo o taxa de vagabundo, dá um esporro e diz que todos têm que passar por isso, que é regra. ERRADO! Isso não tem que ser regra. Gastar mais de uma década aprendendo coisas, em sua maioria, inúteis e que não constroem um cidadão é um convite para mantermos o caos secular que se encontra nosso país.

A questão é que precisamos mudar a base, tijolo por tijolo. Construir um sistema em que o aluno seja o protagonista, em que ele faça suas escolhas e tenha o direito de descobrir e aprender seus interesses, e além de tudo saiba seus direitos e deveres como um bom cidadão.

Do leitor Bruno Marcondes Ferreira – Rio de Janeiro

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